IELTS Speaking — três partes, um examinador
Última atualização: 20 de julho de 2026
A única secção presencial. O que cada parte realmente testa, como os quatro critérios são aplicados em tempo real e por que as respostas memorizadas geralmente custam uma banda.
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- Duração
- 11–14 minutos no total
- Parte 1
- Introdução e entrevista sobre tópicos familiares (4–5 minutos)
- Parte 2
- Discurso longo individual com um cartão de sugestões (1 minuto de preparação, 1–2 minutos de fala)
- Parte 3
- Discussão bidirecional sobre temas abstratos ligados à Parte 2 (4–5 minutos)
- Critérios
- Fluência e Coerência, Recurso Lexical, Gramática, Pronúncia
As três partes, sem a linguagem de exame
A Parte 1 é uma conversa de aquecimento sobre tópicos familiares — onde vive, o seu trabalho, hobbies, comida, clima. Testa se consegue manter uma conversa diária em inglês a um ritmo natural. Respostas curtas e diretas com uma ou duas frases de apoio funcionam bem; um parágrafo memorizado parece um parágrafo memorizado.
A Parte 2 é o discurso longo individual. Recebe um cartão de sugestões com um prompt (descreva uma pessoa, um lugar, um objeto, um evento, uma atividade) e tem um minuto para se preparar. Depois fala durante um a dois minutos sem interrupção. O examinador está a verificar se consegue desenvolver um tópico por si mesmo sem ser solicitado, não se a sua fala é perfeita.
A Parte 3 é uma discussão bidirecional que estende o tópico da Parte 2 para um território mais abstrato: causas, comparações, opiniões, previsões. Esta é a parte que separa a Banda 6 da Banda 7+, porque exige opiniões apoiadas por raciocínio, não apenas respostas factuais.
O que os examinadores realmente avaliam
O Speaking é avaliado com base em quatro critérios públicos. Compreender o que cada critério recompensa é mais útil do que qualquer resposta 'modelo'.
- Fluência e Coerência — consegue falar a um ritmo natural com fluxo lógico? Silêncios longos e inexplicáveis custam pontos; hesitações ocasionais são aceitáveis.
- Recurso Lexical — tem vocabulário para discutir tópicos concretos e abstratos? Repetir a mesma palavra três vezes numa resposta é notado.
- Variedade e Precisão Gramatical — usa uma variedade de estruturas (não apenas frases simples) com densidade de erros aceitável?
- Pronúncia — consegue ser compreendido sem esforço? Um sotaque forte da primeira língua é aceitável, desde que a clareza seja preservada.
Onde os candidatos perdem bandas
Respostas memorizadas são o maior teto. Os examinadores ouvem as mesmas aberturas e encerramentos ensaiados em milhares de candidatos e são treinados para os precificar no Recurso Lexical. Um candidato que fala naturalmente sobre a sua própria vida, mesmo com pequenos erros gramaticais, geralmente pontua mais do que um que recita frases bem formuladas, mas genéricas.
O segundo teto comum é o subdesenvolvimento da Parte 3. Se as suas respostas da Parte 3 tiverem apenas uma frase, não consegue demonstrar a variedade que os descritores exigem. Uma resposta de duas a três frases com uma opinião, uma razão e um exemplo é o formato a procurar.
O terceiro é o excesso de foco no sotaque. A pronúncia é um dos quatro critérios, e recompensa a clareza, não o achatamento do sotaque. O tempo gasto em ênfase, entonação e ligação de palavras compensa muito mais do que o tempo gasto a tentar soar britânico ou americano.
Como se preparar quando não consegue praticar com um falante nativo
A maior parte da preparação é individual. Grave-se a responder a perguntas da Parte 1 e a cartões de sugestões da Parte 2, depois ouça no mesmo dia. Ouvir as suas próprias hesitações e palavras repetidas é o ciclo de feedback de maior rendimento que pode construir sem um interlocutor.
Construa um pequeno banco de 'evidências' pessoais — três ou quatro histórias, hobbies ou experiências que possa adaptar a diferentes cartões de sugestões — para nunca ter de lutar por conteúdo. O examinador não está a verificar se a sua história da Parte 2 é verdadeira; está a verificar se consegue manter uma narrativa coerente durante dois minutos.
Para a Parte 3, pratique a geração de opiniões com razões sobre tópicos abstratos — o papel da tecnologia, estruturas familiares, o ambiente. É aqui que a prática estruturada, não a conversa casual, move a banda.